Competitividade: até que ponto o espirito de competição é benéfico.


Competitividade e competição. Em todas as profissões muito se houve falar de competição entre os profissionais e a verdade é que essa competitividade começa surgir desde o ensino fundamental. Talvez o ser humano até já nasça com ela. A empresa ser competitiva é um bom sinal. É bom também ter colaboradores que tentam dar o melhor de si competindo por melhores cargos dentro das organizações. Enxergamos a competição em todos os lados para qual olhamos. Mas até que ponto a competição e o excesso da busca de competitividade é benéfica?

Competitividade é competitividade, mas podemos perceber claramente diferenças na forma com que cada um encara esse tema de acordo seus pontos de vistas e suas atitudes em busca de serem competitivos e ganharem destaques no mercado de trabalho. É importante ficar atento a uma questão chave que as vezes passa despercebida: até onde o nível de competição existente realmente esta colaborando para o crescimento do profissional e da organização. Temos que ficar atentos atentos às ações que nos levam a alcançar a competitividade que agrega valor a nós e a excessiva competição ilusória que nos trás prejuízos.

A verdade é que muitas pessoas não sabem separar a competitividade de egoísmo e acham que para alcançar a competitividade pode e até deve derrubar outras pessoas que podem ser obstaculos no caminho como meio de conseguirem tudo o que querem. Gente isso não tem nada a ver com competitividade isso pode ser medo, egoísmo e até mesmo falta de ética, mas não é competitividade. Antes de tudo temos um compromisso pessoal com nosso caráter. Temos que saber muito bem que tipo de competidores estamos sendo e/ou que queremos ser.

Falando para os estudantes. Caro estudante a universidade é um lugar para compartilhar essa é a maior essência que podemos encontrar nessas instituições. Isso implica que essa é uma excelente oportunidade para aprender, para ensinar e para agir em equipe como uma comunidade realmente deve agir. Não são suas notas ou as notas de seus colegas que definirão seu futuro. O que digo é que você deve aproveitar ao máximo esse espaço para criar, para aprender e para compartilhar. É incrível como quanto mais compartilhamos mais recebemos. A todos os estudantes essa é minha dica: aproveite a universidade para se integrar, para compartilhar, para se conectar, para fazer parte do todo e para crescer. Absorvam toda experiência e conhecimento com intensidade. Se apegue as coisas que somam.

Caro estudante tenha cuidado com suas atitudes, pois elas definem quem você é. Alerta geral para os estudantes que ainda estejam com ideia de ensino fundamental, que, aliás, sempre achei uma grande bobagem, e presenciei até mesmo na universidade. Sinceramente não consigo entender como isso pode existir na universidade. Ter pessoas que manipulam  o seu caráter com intuito de sobressair na turma. Pessoas que talvez ainda estejam mais preocupadas em sobressair diante dos colegas ao invés de realmente aprender e  adquirir conhecimento e sabedoria. Nesse processo muito se perde, há uma competitividade excessiva por notas ao ponto de perder a essência da universidade. Aprender e compartilhar. A essas pessoas liguem seus alertas porque talvez estejam no caminho errado e na hora de mudarem de direção. 

Falando para os profissionais. Todos vocês devem saber que é essencial no mercado ter boas relações. Àqueles que continuam com a ideia firme de serem competitivos ao extremo ao ponto de não colaborar com os colegas para se sobressair, cuidado você pode estar cavando o seu próprio fracasso. Ninguém sabe quem será o seu chefe amanhã ou seu parceiro comercial ou de quem  precisará de uma ajudinha. O mercado ensina que é necessário ser competitivo e você pode ser muito competitivo e será muito mais competitivo ainda através da união. Pode ter certeza que a frase a união faz a força não é pura hipocresia. Ela é uma máxima tão expressiva porque faz todo sentido. Todos somos incompletos e em equipe podemos nos completar.

O Barcelona como um belo exemplo. Falando das empresas. como seria o time do Barcelona se eles não jogassem em equipe? E se alguém quisesse puxar o tapete do Messi? e se eles não tocassem um para o outro? Nas organizações não é diferente e o trabalho em grupo é essencial para a competitividade das mesmas. As empresas estão atentas aos profissionais que estão dispostos a dar o seu melhor e principalmente que tenham um espirito de grupo e ética em suas ações.  Profissionais que estejam dispostos a ajudar, a compartilhar, que sejam capazes de promover o desenvolvimento e crescimento dos seus colegas de trabalho da mesma forma que buscam avidamente por seu desenvolvimento. Pessoas capazes de serem lideres pela naturalidade de suas ações no ambiente de trabalho. Pessoas competitivas e colaborativas que são capazes de tornar uma empresa competitiva no mercado em que atua.

Conclusão. Essa competição não deve ser encarada como uma guerra então jamais deve ser encarada como verdadeira a ideia de que tudo vale. A ética e a moralidade do caráter estão à prova a todo o momento e cabe a cada um de nós justificarmos nosso valor. Muito cuidado na busca da competitividade para que essa busca não se torne em uma competição exagerada. A competitividade sadia faz crescer, mas a “competitividade” suja derruba. Pense bem. De que lado você que estar? O que você quer para você?


Acompanhe o Blog onde tudo é discutido no pondo de vista da administração.

Acompanhe na barra a direita como seguidor, via RSS Feed ou digite seu e-mail e receba atualizações na sua caixa de entrada.

Siga também pelo Twitter #vozdoadm. Clique aqui.