ESPECIAL- Greve, “a guerra de dois mundos”: colaboradores versus patrões, um conflito eterno.

A convivência do ser humana em sociedade mudou todas as formas de convivência entre os seres humanos. Logo que as pessoas começaram a se organizar em grupo e a comunicação ficou mais fácil. Logo se criou a necessidade de diversificar as atividades de cada individuo com intuito de facilitar a vida e esse foi o inicio longínquo da especialização. Assim cada um passa a ser responsável por algo e inicialmente as mulheres cuidam das tarefas do lar e os homens cuidam da caça e das batalhas. Depois as estratificações foram aumentando e cada um ocupando sua posição entre guerreiros, caçadores, construtores, artesãos, até chegarmos em uma sociedade totalmente organizada e especializada onde cada um ocupa funções distintas e especificas.
Vamos observar nossa sociedade contemporânea Temos diversas empresas e profissões. Para tudo que você quer fazer tem alguém que você pode pagar para fazer para você. E logicamente você também recebe por algum serviço prestado. Dentro desse cenário também temos as empresas que são grupos que se formam legalmente com intuito de lucrar para prestar serviços a comunidade em troca de remuneração. Com as empresas crescendo, mais pessoas são necessárias para produzirem. Nem todos tem capital para criar, mas todos precisam pagar pelos diversos serviços existentes e assim são contratados colaboradores para produzirem pelas empresas e inicia assim relação entre pessoa física e pessoa jurídica. Com essa união temos o cenário adequado para a “guerra” de concepção de pensamentos onde os objetivos de cada um teoricamente são os mesmos, mas parecem ser totalmente diferentes por serem também contraditórios. E aí temos empregadores, empregados e um motivo passivel de ser gerador de conflito.
Como disse anteriormente as empresas são criadas com intuito de conquistar e garantir a lucratividade e da mesma forma é baseada a visão do colaborador que vende sua mão de obra para garantir lucratividade de suas operações. Mas nessa guerra por mais que as duas partes estejam em busca da mesma coisa temos uma “guerra” dicotômica de dois pensamentos que por mais próximos que sejam são totalmente opostos. Enquanto o colaborador quer ser melhor remunerado pelos serviços, as empresas querem remunera-lo com mínimo possível aceitável ou até mesmo inaceitável dependendo da situação. Temos então um ótimo cenário para a deflagração de uma ótima “guerra”.
As maiorias das greves surgem desse cenário. Uns querem mais, outros estão pensando no seu lucro através da redução de custos. Quando as duas partes não se acertam colaboradores podem usar da convicção e persuasão da greve para fazer valer seu ponto de vista e seus interesses. A greve é como uma balança de dois pesos e naturalmente só tende a ocorrer quando ela não esta equilibrada. Essa “guerra” acontece a muitas gerações e só se intensifica com a massificação da aglomeração de pessoas e interdependência de serviços. Quanto mais caos causar, maior é a pressão exercida. Quanto maior a necessidade do serviço e maior os custos fixos mais forte é a pressão. Esse é um cenário que tende a continuar por muito tempo e sempre que houver o capitalismo.
A linha que separa a paz da guerra sempre é muito tênue e facilmente pode ser rompida. As empresas devem tomar muito cuidado com isso e devem trabalhar de forma a conhecer os limites e as necessidades de seus colaboradores ao máximo. É necessária essa compreensão sobe o risco de prejuízos maiores. As empresas precisam sempre ter um plano “b” nas mangas e um planejamento proativo em relação a essas questões e quando não for possível será necessário ao menos que estejam acompanhando de perto esse processo com intuito de quando estourar a guerra sana-la o mais rápido possível.
 A greve é interessante, porque no mesmo momento que causa prejuízo financeiro e desgaste à imagem da empresa ela também cobra um aumento para os mesmos colaboradores que causam essas consequências. É com certeza uma relação de stress para ambas as partes. Em tese o direito de greve é uma "arma" para que os colaboradores possam exercer pressão e equilibrar as forças da balança.
O fato é que tanto empresas como colaboradores tendem a apresentar conflitos de pensamentos quanto à remuneração devido ao foco de cada um que por mais que sejam idênticos são totalmente opostos em relação ao objetivo individual de cada parte. Para que isso seja diferente é necessário que os colaboradores estejam satisfeitos e para isso ocorrer às empresas devem estar muito atentas a esses colaboradores para poderem se entender bem de forma que a linha tênue da satisfação entre as duas partes não ceda e se transforme em uma “guerra”, afinal de contas empresas e colaboradores são parceiros. (Por Yuri Gonçalves Campos)

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